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Deixar ser o que é e como é.

É importante compreender que, no processo do desenvolvimento e evolução do ser, para haver transformação da maneira como nos relacionamos com a vida e com os movimentos, coloca-se como condição o total desapego, o abrir mão de toda atitude fixada, de pensamentos repetitivos e do desejo de controle.

Isto implica em observar detalhadamente, com simplicidade e sem julgamento, as sensações internas e o pano de fundo externo tendo a percepção fina dos ajustes e desajustes, sem interferir sobre eles, apenas constatar o movimento, a direção e a relação entre as partes do corpo.

Com este nível de atenção é possível perceber a sutileza e a potência da vida manifesta. O ser não mais opõe resistência e se torna parceiro do percurso da vida que o atravessa. O esforço se anula e neste momento não há lugar para a sustentação de padrões de defesa, que levam ao sofrimento. O corpo está livre das fixações, aberto a novas possibilidades interativas.

Estar na atenção, liberta, estar no controle, paralisa

É importante trabalhar o contato, consigo mesmo e com o mundo, e a conexão com este universo em que vivemos. Estes dois conceitos, para serem experimentados, requerem a presença de um estado de atenção plena. A qualidade da vida depende da capacidade de se sentir inteiro e viver com prazer. Como disse Julia Cameron, no GUIA PRATICO PARA A CRIATIVIDADE, “ A atenção é uma forma de conexão e sobrevivência....A capacidade de sentir prazer é a dádiva de prestar atenção.”

Com o corpo presente, vivo, nos relacionamos com três universos: primeiro com o dele mesmo, segundo com o ambiente e terceiro com o transcendente. Ele se torna um laboratório acessível, atualizado no tempo, e passível de evolução constante, onde todas as experiências podem ser realizadas.

Por que não aproveitarmos?