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Lugar de Luz

Curadoria Lia do Rio

09.06.17 - 13.07.17

Texto Curatorial

Lia do Rio - 2017

Não existe um pensamento a priori que explicite o porquê da convergência, nesse espaço, de artistas marcados pela diferença além de sua juventude e coragem diante do porvir. Apesar do título nenhum deles saiu de seu percurso para realizar um trabalho específico para a exposição. Para serem apresentadas, cada um procurou em seu processo obras que já contivessem em seu cerne uma relação com a luz e com a energia, qualquer que fossem as suas fontes provenientes.  

O que torna possível reunir esses imaginários são sua sensibilidade e seu olhar acurado para pontos importantes do real. Também pela necessidade de pensar essas fontes e suas relações com o mundo e com os homens que as utilizam, desejo esse compatível com o tempo em que vivemos.

Cada um desses artistas instaura uma situação, seus trabalhos não se mimetizam com o meio nem com os que lhe estão ao redor. Suas obras abrigam diversidades e diluem fronteiras entre as linguagens. A exposição é experienciada diante de cada trabalho, pontualmente, à medida que é percorrida.

Curatorial Text

Lia do Rio – 2017

There is no thought a priori that can explain the reason for convergence, in this space, of artists marked by difference as well as their youth and courage towards the future. Despite the title, none of them went out of their way to carry out a specific work for the exhibition. In order to be presented, each one sought in his/her own process works that already contained in their core a relationship with light and energy, regardless of their sources.

What makes it possible to bring this imagery together is their sensitivity and accurate look regarding important points in the real world. Also because of the need to think these sources through and their relations with both the world and men who use them, as this desire is compatible with the time in which we are living.

Each one of these artists creates a situation, their works do not mimic with the environment nor with those who are around. Their works harbor diversities and dilute boundaries among languages. Exposure is timely experienced before each job as it is traveled.

 

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Imanência

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Tempo Exposição

 

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Livro-Vivo

 
 
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Galeria Transparente

Curadoria Frederico Dalton
2015

Sobre o trabalho de Ana Biolchini

Texto Frederico Dalton

Do alto do belvedere do Agora contemplamos um enorme conjunto de mausoléus. Lá jazem a crença de que a Terra era o centro do universo, a fé na racionalidade como fonte de sabedoria, o futuro do “País do Futuro” e várias outras representações do amanhã. Algumas são ingênuas e idealistas, outras nada mais que ideologias. E há também aquelas que são escapes sinceros da condição humana. Um desses jazigos está aberto. E ele é tão pessoal que transcende às classificações convencionais de “grande” e “pequeno”. Nele vemos apenas um rosto. E talvez nem seja o rosto de alguém que morreu (depois de presenciarmos tantos finais trágicos, logo confundimos um mero descanso com a morte): pode ser um sobrevivente. Possivelmente alguém que apenas se deitou com os mortos para aprender com eles: o que equivaleria a querer injetar na veia coleções inteiras de museus, todos os livros que já foram escritos e todo o banal esquecido pela vaidade das pessoas. Quem sabe alguém que se finge de morto para se proteger de novas invasões bárbaras (já que a primeira lição que se aprende com a efemeridade das culturas é a continuidade da violência)... Ou alguém que espontaneamente se transforma em monumento de si mesmo para abrigar os novos futuros, também condenados a deixar de existir. E aproveitando que está deitada, esta pessoa repousa. E porque está em repouso é que paradoxalmente permite que sementes de desejo germinem dentro dela.

About the work of Ana Biolchini

Text Frederico Dalton

From the top of the belvedere of the present a huge set of mausoleums can be contemplated. There lies the belief that the Earth was the center of the universe, the faith in rationality as a source of wisdom, the future of the "Country of the Future" and several other representations of tomorrow.  Some are naive and idealistic; others are nothing more than ideologies. Besides them, there are some that are sincere escapes from the human condition. One of these graves is open. And it seems so personal that it transcends the conventional "big" and "small" classifications. We only see a face there. And it may not even be the face of someone who died (after witnessing so many tragic endings, we confuse a mere rest with death): he/she may be a survivor. Possibly someone who just lay down with the dead to learn from them: as if wanting to inject into their veins whole museum collections, all the books that have been written and all those banal things forgotten by the vanity of people.  Maybe someone who pretends to be dead to protect himself/herself from next Barbarian invasions (since the first lesson learned from the ephemerality of cultures is the continuity of violence) ... Or someone who spontaneously becomes their own monument in order to host new futures, equally condemned to ceasing to exist. And taking advantage of the fact that he/she is lying down, this person rests. And because the person is resting, he/she paradoxically allows the seeds of desire to germinate within.

Em 2016, o projeto Galeria Transparente também percorreu o SESC Festival de Inverno, em Nova Friburgo, e o Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio.

In 2016, the project Galeria Transparente was also a part of SESC Winter Festival, in Nova Friburgo, and Centro Cultural da Justiça Federal, in Rio.

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Instante

Curadoria: João Wesley
Espaço Rampa
09.05.09

 

Instalação "Penetrável Vermelho"

Uma derivação para Ana Biolchini

Texto João Wesley de Souza, abril de 2009

Paralisar o continuum tal como um instantâneo fotográfico, propor uma derivação temporal sobre um percurso linear e extenso, editar uma mostra que condensa todo um caminho de pesquisa plástica e de substâncias conceituais, são fatos que constituem intenções que, ao todo, convergem para uma mostra individual e relâmpago. Sete horas concentradas em um só dia de mostra, é o tempo e a oportunidade que Ana Biolchini entende como suficiente para convidar seus conhecidos e outros para apresentar sua trajetória artística.

O Espaço Cultural Rampa, ainda em suas atividades iniciais, um novo lugar de caráter multifuncional de cultura em Copacabana, foi o local escolhido para a disposição de várias configurações visuais, que perpassam pelos meios expressivos da pintura, instalação, fotografia, vídeo e objetos.

No que diz respeito ao conteúdo durável destas oportunidades de fruição estética, dispostas de modo estudado e ordenado dentro do espaço arquitetônico, podemos dizer que se trata de rastros que se originam de um trânsito entre a internalidade e a exterioridade do corpo. Tais vestígios podem ser entendidos como terminações visuais que, em ultima instância, traduzem em imagens a energia que flui dentro do próprio corpo e da sua relação com o exterior, onde se encontram outros, também inseridos na realidade física do mundo.

Imagens que suscitam paisagens, paisagens que remetem ao corpo, fluxos de energia travestidos de pinturas e de subterfúgios relacionais de natureza antropológica, assim como recursos de iluminação que dramatizam e até chegam a gerar quadros dentro e a partir da realidade do espaço, são mecanismos que suportam e convergem para o que chamamos, cuidadosamente, de “inclinação poética” desta artista. Como no contexto cultural contemporâneo, verdades absolutas e perfis definidos verticalmente vêm sendo sistematicamente banidos, ou não fazem mais sentido, cabe aos freqüentadores desta exposição verificar nossas suspeitas que precipitam neste texto.

 

A derivation for Ana Biolchini

Text João Wesley de Souza, April 2009

Paralyze the continuum as a photographic snapshot, propose a temporal derivation on a linear and extensive path, edit an exhibition that condenses a whole path of plastic research and conceptual substances, are facts that constitute intentions that jointly converge to an individual and fast exhibition. Seven hours concentrated in a single day of exhibition; the time and opportunity Ana Biolchini understands to be sufficient to invite her acquaintances and others to present her artistic trajectory.

Espaço Cultural Rampa, still in its initial activities, a new multifunctional cultural space in Copacabana, was the place chosen to exhibit various visual configurations that permeate through the expressive means of painting, installation, photography, video and objects.

As for the durable content of these aesthetic enjoyment opportunities, arranged in a studied and orderly way within the architectural space, we can say that these are traces from a transit between the internality and the exteriority of the body. These vestiges can be understood as visual endings that ultimately translate into images the energy flowing within the body and its relation to the outside world, where others are found, also inserted in the world’s physical reality.

Images that bring about landscapes, landscapes that refer to the body, energy flows dressed up as paintings and relational subterfuges of an anthropological nature, as well as lighting resources that dramatize and even generate pictures within and from the reality of space, are mechanisms that support and converge to what we carefully call this artist's "poetic inclination." As absolute truths and vertically defined profiles have been systematically banned in the contemporary cultural context, or no longer make sense, it is up to the visitors to verify our suspicions that precipitate in this text.

 

Obras na Individual Instante
 

Vernissage

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Foto Wilton Montenegro

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EUSOU

Um Projeto por Ana Biolchini

In the Dictionary of Symbols of Jean Chevalier and Alain Gheerbrant, according to Galeano, semen came originally from the brain. This theory will be widespread in the Middle Ages. The dorsal medulla extends from the brain to the phallus, and from it comes the semen - says the Bahir. Semen symbolizes the force of life, and human life can only descend from that which characterizes man: his brain, the seat of his own faculties.

The SERFIO book is part of the EUSOU project, and will initially be launched in a bookstore, to become part of the Fi_ação exhibit at Colégio Pedro II Gallery, in Realengo, Rio de Janeiro on August 8, 2018. It is a 30cmx30cm, 24-page, colored object-book, with images and concrete poetry by the artist. It accompanies the SERFIO book, another small, colored threadbook, printed on recycled paper, containing the same content. The latter will serve as a guide and reminder of the action taken by children and adolescents during the workshop offered by the exhibition to a group of students aged 8 through 13, where they will customize the book case, manually produced by the artist on recycled paper.

In the workshop, the artist will present the content of the text and will offer the threadbook, so that participants may freely interfere with a red Thread on the book case given by the artist.  Upon finishing, they all take the little book home as a kind of amulet to be used to recall the action of "Being" the co-author in the experience.

The two books approach the construction of the Being, the understanding that all necessary instruments are there in this construction that happens within oneself, not needing to come from the outside. The giving and receiving that take place in the dynamics of the book’s realization is an action of inviting the readers to the sense of what is given and received in each life exchange. The central concept of the book is to give voice to the Creative Life Power of Youth, leading to some level of awakening that leads to the realization of value within the world’s context: "I am part of the world."

No Dicionário de Símbolos de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, segundo Galeano, o sêmen provinha do cérebro. Esta teoria será difundida na Idade Média. A medula dorsal estende-se do cérebro ao falo e dela vem o sêmen – lê-se no Bahir. O sêmen simboliza a força da vida, e a vida humana só pode descender daquilo que caracteriza o homem: o seu cérebro, sede de suas faculdades próprias.

O livro SERFIO faz parte do projeto EUSOU, será lançado numa livraria num primeiro momento e depois fará parte da exposição Fi_ação na Galeria do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro em Setembro de 2018. Trata-se de um livro-objeto de 30x30cm, com 24 páginas, colorido, com imagens e poesia concreta da artista. Acompanha o livro SERFIO, um outro pequeno, livrofio, colorido, impresso em papel reciclado, contendo o mesmo conteúdo. Este, por sua vez, terá como função ser guia e lembrança da ação realizada por crianças e adolescentes durante a oficina oferecida pela exposição a uma turma de alunos entre 8 e 13 anos, onde customizarão a luva do livro, produzida manualmente pela artista em papel reciclado.

Na oficina, a artista vai apresentar o teor do texto e oferecer o livrofio, para que os participantes possam interferir livremente com um Fio vermelho sobre a luva do livro dado pela artista. Ao terminar, todos levam o pequeno livro para casa, como uma espécie de amuleto a ser utilizado para recordar a ação de “Ser” coautor na experiência.

Os dois livros falam sobre a construção do Ser, o entendimento de que todos os instrumentos necessários estão aí, nessa construção que se faz dentro de si, não precisando vir de fora. O dar e o receber que ocorre na dinâmica de realização do livro é uma ação de convidar os leitores ao sentido do que se Dá e o do que se Recebe em cada troca da vida. O conceito central do livro é dar voz à Potência de Vida Criativa da Juventude, levando a algum nível de despertar que conduza à percepção de valor dentro do contexto do mundo: “eu sou parte do mundo”.

 
 
 

Se você é Educador e deseja o livro para fins educativos, entre em contato:

If you are an Educator and want the book for educational purposes, please contact:

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Fio Corpo Terra

Acompanhamento Curatorial: Catarina Duncan
25.12.17 - 13.12.17

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Confiar_
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Confiança
com Fio_

Sobre o Processo
Por Ana

Entendo melhor o Fio. Aprofundo a escuta do sentir, e passo a compor com o Fio nos Espaços. 

To Trust_
_Confidence
Thread_

About the Process
By Ana

I understand the Thread better. I deepen up my listening to the feeling, and start composing with the Thread within Spaces.

 
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ARTRUA 2015

Galeria: Ateliê Casa Residência

10.09.15 - 13.09.15

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V.O.C.E.

Verbo Onde Cruza Estrutura

VG Galeria - 2016

Calouste Gulbenkian - 2016

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