É Tempo De

1 — Habitar o corpo como lugar de atenção, percepção e criação.

2 — Reconhecer-nos como parte de ciclos temporais, ecológicos e planetários mais amplos.

3 — Experimentar o corpo em continuidade com as formas de existência mineral, vegetal e animal.

4 — Estabelecer formas de diálogo entre corpos, materiais, ambientes e sistemas vivos.

5 — Trabalhar a partir dos limites, em vez de combatê-los — sem excluir nada, sem reter nada, resistindo às formas normativas de organização.

6 — Transformar a oposição em processos de relação, negociação e movimento.

7 — Abordar a matéria como potência fluida, em contínuo deslocamento entre forma, força e transformação.

8 — Ampliar a percepção por meio de uma atenção voltada às múltiplas camadas da realidade e da experiência.

9 — Compreender a criação como um processo relacional e coletivo de transformação contínua.

10 — Permanecer aberto a processos de renovação, deslocamento e reconfiguração.

11 — Reconhecer a existência como um processo contínuo de corporeidade, relação e devir.

12 — Compreender o corpo como o meio pelo qual a obra emerge, se materializa e se prolonga no mundo.

Ana Biolchini, 2020.